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Bem-vindo(a) ao mundo da discotecagem acessível

Na hora certa, no local certo

 

Anderson Farias nunca acreditou no título que  inicia esse texto, mas depois de 15

Anos buscando um espacinho no mercado como DJ, tempo no qual dividiu outras profissões com os eventos que fazia de fim de semana, eis que em 2011, ao participar de uma seletiva de um campeonato para DJs que aconteceu na DJ Ban EMC, ele recebe o convite para dar aulas de discotecagem para outras pessoas com a mesma deficiência dele, a visual.

 

No primeiro momento ele não acredita muito na oportunidade que acabara de surgir:

Porque comigo?

Esse DJ nem me conhece para me oferecer essa chance.

Foram 4 meses matutando a ideia, até que em março de 2012, ele aceita o convite e informa ao proprietário da escola de DJs, Ban Schiavon, que precisaria de uma reciclagem pois ele havia aprendido a tocar como DJ de curioso. O visionário diretor da DJ Ban EMC prontamente atendeu seu apelo e ele pôde frequentar um curso de DJ e recebeu como missão conseguir elaborar um método de aula para os deficientes visuais quando seu treinamento acabasse.

Anderson Farias atuando como DJ.

Anderson foi além. Para que seus pares pudessem participar das aulas, ele resolveu captar recursos através de leis de incentivo à cultura, conhecimento esse adquirido na faculdade de Gestão de Eventos e em 2013, era inaugurado o primeiro curso de DJ especialmente voltado para deficientes visuais que contou com o apoio do Programa VAI da prefeitura de São Paulo.

 

E foi durante essas aulas que uma nova ideia passou pela cabeça de nosso DJ?: a criação de algum recurso de acessibilidade que permitisse que os cegos utilizassem os softwares de mixagem.

 

Começou então uma nova fase de captação de recursos e em 2015 ele foi selecionado para o programa VAI TEC, Valorização de Iniciativas Tecnológicas,

Da Adesampa, também ligada à prefeitura de São Paulo.

 

Começou então o desenvolvimento do BlinDJ, e esse é o espaço dedicado a ele.

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